ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Comportamento  
Imprimir
 
Roupa para quê?
Adesivos colados à pele, luvas conectadas ao computador, esmalte e creme são algumas das novidades para aquecer o corpo no inverno

DANIELA MENDES

FOTOS: CLEIBY TREVISAN/AG. ISTOÉ
NA PELE Os adesivos vêm em temperaturas variadas e aquecem por até oito horas. À esq., creme que esquenta

Ninguém duvida de que a criatividade dos japoneses para inventar engenhocas é insuperável. A cada inverno eles mostram que existem mil e uma maneiras para driblar o frio sem recorrer a camadas e camadas de roupa. A maior novidade da última temporada é um adesivo descartável que esquenta e pode ser colado diretamente à pele. Chamado de hokkairo, ele emana calor durante oito horas. Além disso, para aquecer, há esmalte para unhas, creme para mãos e pés com ácido hiahurônico e até luvas USB com temperatura regulável que são conectadas ao computador ou ao videogame – boa solução para quem não quer ficar com as mãos geladas enquanto trabalha ou joga.

No Japão, os patches que emanam calor são populares há alguns anos. A primeira geração dos descartáveis só podia ser colada na roupa. Algumas pessoas insistiam em grudá-los diretamente no corpo e terminavam com queimaduras. “Sempre usei os adesivos para a roupa, mas este é melhor ainda”, diz a brasileira Milena Ueda, moradora no Japão há quatro anos. “No inverno, uso o tempo todo. Coloco um nas costas e outro na barriga para manter o tronco quentinho.” Os patches medem 13,5 cm por 10 cm, estão disponíveis em uma gama variada de temperaturas, são vendidos em pacotes de 20 unidades e são bastante práticos: quando sai à rua, Milena gruda o adesivo no corpo. Ao entrar em um local fechado, onde há aquecimento interno, ela tira e joga fora.

PLUGADO Luvas ligadas ao computador permitem regular o calor

No Brasil, é possível comprar um outro tipo de patch reutilizável em lojas especializadas em equipamentos de esqui e snowboard. Espécie de bolsa com gel, custa em torno de R$ 40 e é própria para aquecer as mãos de esquiadores e alpinistas que enfrentam temperaturas muito baixas. Em geral, eles esquentam a luva com o patch, mas praticam o esporte sem ele. “Além de esquiadores, pessoas que simplesmente querem ficar com as mãos aquecidas no inverno também compram o produto”, diz Fernando Magalhães, sócio da Ski Life, de São Paulo.

Calor químico
O segredo dos adesivos e patches que aquecem é química pura. Os adesivos são feitos de ferro, água, celulose, vermiculite (mineral que é isolante térmico), carbono ativado e sal. Ao abrir a embalagem plástica, o material entra em contato com o ar e produz uma reação química que provoca calor durante horas. Os patches reutilizáveis contêm um disco de metal envolto em gel. Ao ser flexionado algumas vezes, o gel cristaliza, muda de cor e fica quente. Para voltar a usar, basta colocar o produto em água fervendo enrolado em um pano até todos os cristais desaparecerem e esperar esfriar para recomeçar o processo.

 

 

24/7/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions