Gisele Vitória
Gisele Vitória é jornalista, diretora de núcleo das revistas ISTOÉ Gente, ISTOÉ Platinum e Menu e colunista de ISTOÉ

De corpo e alma

Depois de experimentar a vida de atriz na Globo, a top Cintia Dicker voltou com força total aos trabalhos como modelo

Depois de experimentar a vida de atriz na Globo, a top Cintia Dicker voltou com força total aos trabalhos como modelo. Seu rosto estará exposto na Times Square na campanha de Natal da Macys, gigante loja de departamento em Nova York, que Cintia acaba de fotografar. Também lançou sua linha de biquínis Dicker Swimwear, que ela mesma desenha. “Houve um convite para uma novela este ano, mas preciso me dedicar aos contratos como modelo”, diz Cintia, que estreou na tevê na série do Fantástico “Correio Feminino”, baseado em textos de Clarice Lispector, e fez a novela das seis “Meu Pedacinho de Chão”. Há um ano e meio, ela namora o dentista carioca Pedro Garcia e, influenciada pelo namorado, está cada vez mais adepta da vida orgânica. “Vegetariana ainda não sou, mas tento me policiar para não comer carne. Pedro é geração saúde”, conta a top, que parou de fumar. Em 2016, a modelo deve voltar à Globo com um novo projeto do Luiz Fernando Carvalho. “Luiz Fernando me ajudou muito no processo de me tornar atriz.”

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Coisas incríveis

Como Paula Lavigne costuma brincar (e postar), “coisas incrívis” acontecem no camarim de Caetano Veloso, na turnê “Dois amigos, Um século de música”, com Gilberto Gil. Na temporada em São Paulo, Caetano ouviu pacientemente por 10 minutos, após o show, uma proposta de um executivo de marketing de um grande banco brasileiro sobre uma possível participação sua em um projeto na Olimpíada de 2016, no Rio. O assunto era sobre levantamento da tocha olímpica, mas, um tanto nervoso, o diretor concluiu a conversa trocando as bolas: “Obrigado Caetano, espero então seu retorno sobre o levantamento da chota olímpica (isso mesmo!)”. Caetano não resistiu e caiu na risada: “Assim eu me sinto até mais atraído pelo projeto”, disse ele, quando o executivo já havia deixado o camarim.

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"Continuo a dizer que Dilma é séria, mas não é mais isso que está em jogo"

Em rápida conversa por telefone com a coluna, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou pela primeira vez sobre a repercussão do texto publicado em sua página no Facebook na semana passada, onde sugeriu a renúncia da presidente como um gesto de grandeza. Reservadamente entre amigos, FHC demonstra estar cada vez mais convencido de que esta poderia ser uma solução para serenar o País.

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IstoÉ - Por que o senhor mudou o tom do seu discurso, falando pela primeira vez em renúncia da presidente Dilma Rousseff?
Fernando Henrique Cardoso - 
Eu disse três coisas no texto do Facebook e as pessoas se prenderam a uma delas, que foi a questão da renúncia. A situação é grave, e o que eu disse foi: ou ela (a presidente Dilma) assume o comando ou não sacrifica a todos (no País) e todo mundo se favorece da renúncia. Falei em renúncia porque é um gesto pessoal, até porque não sei como serão as outras implicações nas questões jurídicas (como impeachment e TCU). Mas eu não disse que ela deveria renunciar. E não acho que disse nada de extraordinário.

IstoÉ – Mas o senhor há de concordar com o peso de uma declaração sua na qual coloca a opção da renúncia como um gesto de grandeza da presidente.
Fernando Henrique Cardoso - 
Eu sei do peso (de falar em renúncia). Mas eu sei também que o fato de eu mostrar a gravidade não significa que eu deseje que a situação se agrave. Mas a verdade é que a situação está toda muito grave. Eu sempre disse que acredito que a presidente Dilma é séria, e continuo dizendo, mas não é mais isso que está em jogo agora. O que está em jogo é a governabilidade.” 

O não da Material Girl

Numa carta gentil, Madonna disse não ao pedido do Instituto Tomie Othake para que ela emprestasse um dos quadros de Frida Khalo, de sua coleção particular, para a exposição “Frida Kahlo - Conexões entre mulheres surrealistas no México”, em São Paulo, a partir de 27 de setembro. Já foram assegurados 16 quadros da pintora mexicana. Tudo meticulosamente negociado com o governo do México, que detém os direitos da obra de Frida. A exposição já custou R$10 milhões, valor acima dos recursos captados para as mostras de Salvador Dali (R$ 9 mihões) e Joan Miró (R$4,5 milhões) . Madonna, que já havia emprestado seus quadros “Autoretrato com Macaco” e “Meu Nascimento” para o museu britânico Tate Modern e para o MoMa, alegou questões de segurança e apreço especial pelas obras.

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Um show 

Abalou São Paulo o show de Fafá de Belém “Do Tamanho Certo do meu Sorriso”, que comemora os 40 anos de carreira da cantora paraense. Dirigido por Paulo Borges, diretor do São Paulo Fashion Week, o espetáculo resgata as raízes da cantora, com belas projeções de imagens de Belém do Pará e de fotos antigas de Fafá. “Em 40 anos de estrada, às vezes com barro, às vezes com pedregulhos, rodei o mundo. Mas nada mais internacional do que o meu quintal”, disse ela. A cereja do bolo foi a interpretação da canção “Cavalgada”, deitada e esparramando sensualidade numa cama giratória. Ao final do show, Mariana Belém, filha da cantora, brincava feliz da vida com o fotógrafo Bob Wolfenson que ela ainda estava em choque. Divertia-se contando que o marido, Cristiano, afundou-se na cadeira do teatro Itália na hora da cena. “Eu disse a ele: ‘se acalma porque não é a sua mãe, é a minha’”. Fafá foi aplaudida de pé. 

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Fotos: Leandro Pagliaro (Cintia Dicke) Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso (Gisele Vitória); Fafá de Belém (Instagram) 


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