Ricardo Amorim
Economista, apresentador do "Manhattan Connection" (Globo News) e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br)

Nunca desperdice uma crise

A goleada da Alemanha sobre o Brasil é maior que 7 a 1 em setores como o da Educação

Crises são parte da vida de qualquer pessoa, país ou seleção. Elas são importantes. Sinalizam que algo está errado e precisa ser melhorado. Se reconhecidas e respondidas corretamente, elas nos fortalecem. Se ignoradas, aprofundam-se e se repetem até que, finalmente, aprendamos a lição. Nossa crise mais recente veio com o Alemanha 7 a 1 Brasil. Já tive a sorte de ver o Brasil ganhar duas Copas. Espero que isso se repita mais algumas vezes. Ainda assim, temo que minhas recordações do trauma da derrota para a Alemanha serão ao menos tão fortes quanto as de nossas conquistas.

A Alemanha não ganhou a Copa só no campo. Ganhou no marketing e, principalmente, no planejamento. A vitória alemã começou 14 anos antes, com um projeto de busca e desenvolvimento de talentos. Hoje, a Alemanha tem o dobro do número de jogadores que nós, apesar de a população brasileira ser duas vezes e meia a alemã. A média de público da segunda divisão do campeonato alemão é maior do que a do Brasileirão. A Alemanha construiu seu próprio centro de treinamento na Bahia, com direito a campo com gramado cortado a laser. A análise do desempenho de cada jogador e da equipe em cada treinamento é feita com software desenvolvido só para isso. Resultado? Ganhou a Copa, mesmo com uma seleção sem craques, mas com muitos bons jogadores, preparo tático e técnico e espírito de equipe.

Quais as respostas brasileiras à crise? Substituir o treinador pelo treinador que perdeu a Copa anterior!? A sugestão do governo de expandir o modelo de intervenção pública, que não tem funcionado na economia, ao futebol?! Espero estar enganado, mas desconfio que estamos desperdiçando a crise por incapacidade de fazermos mudanças reais. Esta mesma incapacidade me traz a outros campos, onde a goleada da Alemanha é maior e mais grave. O que choca mais? Perdermos de 7 a 1 da Alemanha na Copa ou sermos massacrados por ela e por tantos outros países em educação, renda per capita, produtividade, IDH, expectativa de vida e infraestrutura?

O que temos a aprender com a Alemanha nessas áreas mereceria um livro, mas, como só tenho uma página, destaco o mais importante, começando pela educação.

O modelo educacional alemão diferencia-se pelo melhor ensino técnico do planeta, não por universidades de ponta. Assim, o país conquistou a liderança global em tecnologia e inovação. O planejamento e sua implementação que culminaram com a conquista da Copa levaram mais de uma década. Tampouco, as metas da política econômica alemã são de curto prazo. Quando a economia patinou, após a unificação do país, o governo não exagerou nos estímulos fiscais ou foi leniente com a inflação, comprometendo sua capacidade de crescimento futuro, como o Brasil andou fazendo. Para ganhar competitividade, a Alemanha apostou na produtividade e investiu em qualificação profissional, infraestrutura, flexibilização de leis trabalhistas e melhora do ambiente de negócios, em vez de tentar desvalorizar sua moeda e reduzir a competição, encarecendo produtos importados ou impedindo os alemães de comprarem no Exterior.

Hoje, essas lições importam mais do que nunca. Segundo pesquisas, sete em cada dez brasileiros querem mudanças no País. No entanto, as mesmas pesquisas mostram a presidenta liderando as intenções de voto para as eleições de outubro. A aparente incoerência se explica pelo fato de a população não ver na oposição as mudanças que almeja. Isso me traz de volta ao exemplo alemão. Lá, não se busca salvadores da pátria e balas de prata. As mudanças são fruto de planejamento, paciência, perseverança e trabalho. Espero que não tenhamos de tomar outros 7 a 1, como o que a inflação dará no crescimento do PIB neste ano, para aprendermos esta lição.

Ricardo Amorim é economista, apresentador do programa “Manhattan Connection”, da Globonews, e presidente da Ricam Consultoria


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roberto

EM 19/08/2014 14:54:39

Pt usa o CONSENSO DO TUPINIQUIM SUBDESENVOLVIDO. Pt tem imposto de importacao a 300%, juros 15%, inflacao 20%, deficit de conta corrente 500 bilhoes de reais, regulamentacao, deficit primario contas do governo, zero investimento externo, protecionismo, monopolios. PSDB 100 ANOS NA FRENTE DO PT


roberto

EM 19/08/2014 14:31:59

PSDB usa o consenso de washington. O consenso de washington criou a economia mais avancada do planeta nos estados unidos. No consenso tem PRIVATIZACAO, cambio competitivo, inflacao baixa, juros baixos, impostos baixos, governo pequeno/burocracia pequena, superavit primario/contas do governo


roberto

EM 19/08/2014 14:03:34

Pt usa o CONSENSO DO TUPINIQUIM SUBDESENVOLVIDO. Pt levou 20 anos para aprender que precisa privatizar certas areas, cambio nao competitivo, pt cozinha/maquia numeros da economia, pt tem 1 milhao de marajas petistas, super burocracia, corrupcao, desperdicios. PSDB 100 ANOS NA FRENTE DO PT


roberto

EM 19/08/2014 14:00:29

PSDB usa o consenso de washington. O consenso de washington criou a economia mais avancada do planeta nos estados unidos. No consenso tem desregulamentacao, superavit de conta corrente, investimento externo alto, nao a monopolios, nao ao protecionismo PSDB 100 ANOS NA FRENTE DO PT


roberto

EM 05/08/2014 15:04:51

O Eike deu calote em 100 bilhoes de reais em bancos brasileiros e calote em 100 bilhoes de dollares em bancos estrangeiros. Fundos privados de SP do PSDB compraram essa divida. Se SP do PSDB nao tivesse comprado a divida, seria como se o brasil tivesse feito moratoria. SP do PSDB salvou o brasil