• A Semana > Editorial
  • |  N° Edição:  2209
  • |  09.Mar.12 - 21:00
  • |  Atualizado em 23.Apr.14 - 01:19

"O Brasil sobe de classe"

Carlos José Marques, diretor editorial

Há algo de realmente surpreendente no trilho de avanço social do País. Depois do advento da chamada nova classe média, com a inclusão de nada menos que 25 milhões de brasileiros entre os emergentes com potencial de compra para reativar a economia, eis que surge agora a perspectiva de um incremento ainda maior dessa massa de consumidores nos próximos dois anos. Quem atesta é a Fundação Getúlio Vargas. Ela acaba de divulgar um estudo prevendo que até 2014 o Brasil contará com um total de, ao menos, 118 milhões de pessoas aptas a serem classificadas como de classe média, dada a sua condição de vida. O número é quase o dobro dos 65,8 milhões verificados em 2003. Ou seja: em pouco mais de uma década, o País conseguirá resgatar boa parte dos excluídos que, até aqui, representam a imensa maioria da população. Além disso, aponta a FGV, a quantidade de cidadãos das classes A e B crescerá proporcionalmente mais do que a da classe C. Em números, 29,3% ante 11,9% desta última, no mesmo período de 2003 a 2014. É um feito e tanto, com claros dividendos políticos para o governo. A perspectiva da Copa do Mundo, que acontece justamente em 2014, e da Olimpíada, com novos aportes de investimentos, leva a crer que o bonde não vai parar por aí. O estudo, batizado como “De Volta ao País do Futuro”, calcula em 52,1 milhões de brasileiros o número dos que subirão à classe C e em 15,7 milhões aqueles que ascenderão à classe A. Atualmente, o Brasil já conta com 150 mil pessoas listadas como “milionárias” – aquelas que possuem ao menos US$ 1 milhão líquido para gastar. Essa prosperidade aumenta na inversa proporção da quantidade de miseráveis. Pelo levantamento da FGV, a pobreza aqui segue caindo a um ritmo de 7,9% ao ano e a desigualdade de renda diminui desde dezembro de 2000. É alvissareira a ideia de o Brasil estar no prumo, prestes a alcançar um lugar de destaque entre as ditas nações desenvolvidas. 

Últimas Entrevistas

Jonathan Rottenberg 17.Abr.2014
Felipe Massa 11.Abr.2014

Dida

EM 16/03/2012 06:52:09

Viva Lula !!!!, o melhor presidente do Brasil, que diminuiu as desigualdades sociais entre ricos e pobres! Retirar tanta gente da pobreza e aumentar a classe média dessa maneira merece meus aplausos de pé! E Dilma seguirá nos dando orgulho de ser brasileiros!


renata

EM 13/03/2012 18:44:01

eu tenho a impressao de que esta revista faz propaganda do governo...


Mauri Oliveira

EM 09/03/2012 22:19:41

Se o PIB está crescendo 2,7% ao ano e os pobres estão aumentando sua renda 7,9% ao ano, isso significa que a classe média atual está ficando bem mais pobre e perdendo cerca de 5,2% de renda ao ano. Ou seja, no futuro todos seremos igualmente pobres ou miseráveis. Grande governo.


Mauri Oliveira

EM 09/03/2012 22:16:37

Por quê tanta divulgação de fatos que ninguém observa nas ruas? Duvido que essa classe média esteja aumentando. Parece a TRANSNORDESTINA do LULA. Prometeu concluir 1.200 Km em seu governo e, ao sair, inaugurou 12 Km, 100 vezes menos. Há muita promessa e pouca coisa acontecendo. Essa é a verdade.