- A Semana > Editorial
- | N° Edição: 2204
- | 03.Fev.12 - 21:00
- | Atualizado em 22.Mai.12 - 14:38
"O SÓCIO DE R$ 1 TRILHÃO "
Todos os dias os brasileiros sentem no bolso o peso de custear, à base de muito pagamento de imposto, um sócio que pouco lhe entrega de volta. O Estado brasileiro, no decorrer dos anos e de vários governos, tem sido pródigo em recolher mais e mais dinheiro do contribuinte. Ele vem batendo recorde sobre recorde nesse quesito e, na semana passada, informou que atingiu em 2011 o astronômico nível de quase R$ 1 trilhão em receita tributária. Exatos R$ 969,9 bilhões. É um número sonoro, assombroso, que representa um crescimento de mais de 10% sobre o valor arrecadado em 2010. Equivale também a mais do que o triplo do desempenho esperado na geração de riqueza nacional – tomando-se por base que o PIB vá girar na casa dos 2,9% no período. O apetite leonino e desmedido é uma mazela que se alastra em todas as instâncias: municipal, estadual e federal, sem importar a coloração partidária do mandatário. Pelo lado da Receita, a explicação para o resultado é a melhora dos sistemas de arrecadação e fiscalização, que diminuiu as brechas de atuação dos sonegadores. A formalização de mais empresas e de mais trabalhadores, em decorrência do aquecimento da economia, também contribuiu. Mas não há como evitar a impressão de que o regime de tributos em cascata em vigor no País tem sido o maior responsável por esse anacronismo. Hoje uma simples água mineral carrega aqui quase 44% de impostos na composição de seu preço. Diversos setores da produção e dos serviços precisam embutir encargos que correspondem a mais da metade do que cobram do seu consumidor final. E a consequência direta dessa sanha arrecadatória é, se não a informalidade, a busca por alternativas em outras praças mais baratas. Talvez por isso mesmo os brasileiros gastaram no ano passado mais de US$ 21 bilhões no Exterior. De sapatos a roupas, de eletroeletrônicos a imóveis, eles encontraram de tudo por muito menos e saíram às compras. Uma reportagem de ISTOÉ nesta edição mostra que, em diversos casos, pelo preço que se paga por alguns produtos, é possível quitar a passagem, e o hotel, além da alimentação, e trazer na bagagem essas mesmas mercadorias lá de fora. Seria mais lógico – e rentável até para a Receita – inverter a mão do jogo, baixar tributos e estimular o consumo interno, mantendo o dinheiro aqui em um ciclo virtuoso. O sócio esperto não deveria hesitar diante dessa opção.
Últimas Entrevistas
"Não tem essa história de dois lados. Um lado já foi suficientemente condenado, assassinado, desaparecido"
Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da Comissão da VerdadeMolly
EM 15/02/2012 07:07:01
This is way more helpful than anything else I've looekd at.
Eduardo Garrido
EM 10/02/2012 12:32:27
Meu Caro Alex, Apenas corrigindo sua colocação, o governo não é surdo e mudo. É conivente com tudo que ocorre. É nós, meros idiotas assistindo a tudo e não tomando ação alguma.
Zé Robeu
EM 08/02/2012 16:50:49
Sócio não LADRÃO de mão cheia, o pior é ver a cambada de ignorantes e incompetentes que não sabem nem onde tem o rabo que estão assumindo o poder neste pais, que lixo que estamos, que lixo que elegeram !
Fernando de Aquino Neto
EM 07/02/2012 23:01:35
Sócio - Sem ele como os senadores deputados ficariam? O judiciário????
ALEX
EM 05/02/2012 18:41:08
O PIOR DISTO TUDO É UM GOVERNO SURDO E MUDO QUANTO A ESTA ROUBALHEIRA AO POVO. NOSSO RETORNO VEM NA FORMA DE CORRUPÇÃO SOMENTE, NADA MAIS. QUE VOLTEM OS MILITARES, PELO AMOR DE DEUS.
