- A Semana > Editorial
- | N° Edição: 2202
- | 20.Jan.12 - 21:00
- | Atualizado em 23.Mai.12 - 00:27
"OS HERÓIS E O COTIDIANO"
Diante da tragédia protagonizada pelo bufão Francesco Schettino, o capitão que conduziu o navio Costa Concórdia aos rochedos da ilha italiana de Giglio, um brado de sensatez fez-se ouvir pelos sete mares. “Vada a bordo, cazzo!”, ordenou, num diálogo telefônico incansavelmente reproduzido na semana passada, o comandante Gregorio de Falco, da Capitania dos Portos de Livorno, na esperança de fazer o homem que largou quatro mil vidas em um transatlântico adernado reassumir seu posto e liderar o resgate. Schettino, o covarde, preferiu a fuga. Falco, o imperativo, tornou-se um herói involuntário. E espantou-se com o súbito reconhecimento. Tão afirmativas quanto suas palavras foram as de Raffaella, sua mulher, rejeitando, em nome do marido, um lugar no panteão. “É preocupante que pessoas como meu marido, que simplesmente fazem o seu dever todos os dias, tornem-se imediatamente heróis neste país.”
Da Itália, o casal De Falco nos manda uma mensagem de simplicidade e retidão. Lembra-nos de que não devemos nos vangloriar de fazer aquilo que é nossa obrigação. E de que também é nosso dever exigir que cada um volte para sua nave e faça sua parte no resgate do nosso papel de cidadãos. Dos médicos do SUS, por exemplo, não se espera nada além de que estejam em seus postos e tratem os pacientes com dignidade. Dos agentes públicos, que executem suas tarefas sem o incentivo das propinas. Dos políticos eleitos, que atuem em nome de quem os elegeu. Se assim o fizerem, não há por que nos espantarmos. Espanto, como diz Raffaella, é chegarmos a ponto de tratar o correto como excepcional, como se a regra fosse prevaricar, omitir, corromper, não fazer. Se a mensagem dela e do marido for aplicada, aí, sim, devemos tratá-los como heróis.
Últimas Entrevistas
"Do jeito que está, daqui a pouco vão soltar o Carlinhos Cachoeira e prender o Roberto Gurgel"
Pedro Taques, Pedro Taques, senador, sobre as suspeitas que pairam sobre o procurador-geral da República"Essa bola é minha"
Marcelo de Lima Henrique, Marcelo de Lima Henrique, juiz de futebol, ao encerrar disputa sobre quem ficaria com a bola da partidaAlexander
EM 18/02/2012 02:45:29
hello!,I like your wtrniig so so much! percentage we keep in touch extra about your post on AOL? I require an expert on this area to solve my problem. May be that is you! Having a look ahead to look you.
Kaylee
EM 14/02/2012 11:52:26
You have shed a ray of ssuninhe into the forum. Thanks!
Fernando Leite
EM 26/01/2012 19:49:13
Tonio, o que lhe faltou foi um exercico de compreesao de texto.
tonio cunha
EM 21/01/2012 14:34:54
Editorial de merda. Como pode fazer um editorial sem pe nem cabeça como este. O Brasil esta afundando na corrupçao como a Nave Concordia e a imprensa verde amarela fica preocupada com coisas que se passam na Italia. Aqui somente somos conhecidos como pasi dos travecas e corruptos.
