• A Semana > Editorial
  • |  N° Edição:  2199
  • |  28.Dez.11 - 21:00
  • |  Atualizado em 22.Mai.12 - 07:29

"INÍCIO DE GOVERNO "

Carlos José Marques, diretor editorial

O governo da presidenta Dilma começa de fato em 2012. Ao menos é isso que se espera após a reforma ministerial e a faxina que culminou na demissão de sete titulares da Esplanada e deixou a administração à sua imagem e semelhança. Dilma escolhe agora os assessores diretos. Livra-se da acusação de dirigir o País à sombra de seu antecessor – que teria indicado muitos dos colaboradores do primeiro escalão. E dá o ritmo das negociações com o Congresso para o ano que vem. Ela não planeja rompimentos radicais com a base aliada. Mas trocará o jogo viciado de entrega pura e simples de cargos por apoios regionais aos partidos. Não é pouca coisa. Com o seu recorde de popularidade, conquistado justamente a partir da política de tolerância zero contra a corrupção e da imagem de executiva focada no trabalho, a presidenta pode impulsionar diversas candidaturas à próxima eleição. Dilma almeja um relacionamento político mais saudável em 2012, pautado em compromissos programáticos. Acredita que Executivo e Legislativo devem se entender no que se refere ao plano de realizações para o bem-estar da Nação. Nada de acordos pontuais, de interesse exclusivo dessa ou daquela sigla partidária. Ela já vem sinalizando esse caminho há algum tempo. Muitos acreditavam que o seu primeiro ano de mandato seria marcado pela tibieza de gestão. Enganaram-se redondamente. Ela impôs personalidade, sem receio de desgaste. Desde o primeiro dia evitou, por exemplo, os conchavos informais de gabinete, o tapinha nas costas de entendimentos com correligionários fora dos ritos oficiais. O rigor contra desvios também caracterizou sua con­duta e mostrou às lideranças que ela não aceitaria um relacionamento de dependência absoluta do Parlamento. Assim, enfrentando os cacoetes de um presidencialismo de coalizão, Dilma foi além das expectativas. E pretende se aprofundar nessa direção. Até aqui, paga um alto preço por isso. Muito embora conte com uma gigantesca bancada de deputados e senadores a seu favor, Dilma experimentou ao longo de 2011 um dos maiores índices de infidelidade quando da votação de emendas. Maior do que em todo o período dos governos FHC e Lula juntos. A vantagem dela é que em poucos momentos da história um governante enfrentou a oposição tão desarticulada e sem resistência como agora. Em 2012, até pelo acirramento de uma disputa eleitoral, muita coisa pode ser diferente.

Últimas Entrevistas

Marcos Pereira 18.Mai.2012
Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay 11.Mai.2012

Lotta

EM 16/02/2012 01:52:19

To think, I was cofnuesd a minute ago.


Chassidy

EM 09/01/2012 01:03:33

What a joy to find someone else who tnhiks this way.


Sergio Borges

EM 06/01/2012 19:40:24

O governo da presidentE nao existe. Assim como nao existe gerentA, impertinentA, incompetentA, negligentA, estudantA, repetentA, ignorantA e ETC. Foi invencao de quem nao foi a escola.


joao guimaraes

EM 03/01/2012 15:51:37

finalmente


índice de matérias edições anteriores edições especiais assine a revista

© Copyright 1996-2011 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.