• A Semana > Editorial
  • |  N° Edição:  2191
  • |  04.Nov.11 - 21:00
  • |  Atualizado em 21.Mai.12 - 06:25

"O CRÔNICO ATRASO SOCIAL"

Carlos José Marques, diretor editorial

As conquistas sociais propagandeadas no Brasil não se verificaram na mesma proporção no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O relatório do IDH, divulgado todos os anos pela ONU, saiu na se­­mana passada com uma triste constatação: entre os países emergentes dos Brics – incluindo China, Índia e Rússia –, o Brasil foi o que menos avançou. Ocorreram melhorias pontuais no campo da expectativa de vida, da escolaridade e da renda – além de pequenas variações positivas na área de saneamento e transporte –, mas mesmo nesses itens o máximo que o País conquistou foi alcançar o nível no qual os EUA se encontravam há 40 anos. Mais grave: o ritmo da evolução desses indicadores nacionais caiu. O Brasil mantém, inapelavelmente, um quadro de desigualdade crônica que o impede de alcançar o grupo de elite entre os que mais civilizadamente atendem a sua população. No ranking, a po­sição brasileira foi de 84º lugar entre as 187 nações avaliadas. Do ano passado para cá, o País subiu apenas uma colocação. Esse desenvolvimento a passos lentos é fruto, principalmente, do baixo volume de investimentos que o setor público tem descolado para solucionar o enorme e histórico déficit social, que cresce geometricamente com o aumento da população. A equação que não fecha condena milhões a viver em estado de miséria absoluta. A preocupação social passou a ser uma bandeira de luta dos últimos governantes, mas o Brasil segue alargando o fosso que separa ricos e pobres. A inclusão social é uma quimera para a imensa maioria. Os benefícios criados são, em boa parte, desviados por esquemas de fraudes ou distorções na seleção dos atendidos. Falta fiscalização adequada e sistemática, planejamento e priorização de verbas para os programas dirigidos às camadas mais carentes. Na América Latina, o Brasil ainda tem de amargar a triste situação de estar na lanterna entre as dez principais nações, perdendo feio para Chile, Argentina, Uruguai, México, Panamá, Costa Rica, Peru e mesmo Cuba, Venezuela e Equador. Um contraste inadmis­sível para quem, há anos, vem liderando eco­nomicamente a região.

Últimas Entrevistas

Marcos Pereira 18.Mai.2012
Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay 11.Mai.2012

Raynne

EM 25/04/2012 18:27:55

Ecoonmeis are in dire straits, but I can count on this!


helio freitas

EM 11/11/2011 17:56:57

Lula recebeu o pais em 2003 em 65o. lugar e entregou em 84o. lugar, atrás da Bósnia. Não precisa falar mais nada. Faz parte da lógica de quanto mais pobre, mais bolsistas, quanto mais bolsistas mais eleitores.


NÓS NOS MERECEMOS

EM 11/11/2011 16:11:47

Tem culpa Rede Globo, o Bispo Macedo etc., a Igreja, as "celebridades", os políticos em geral, os jornalistas (todos manipuladores da verdade!), a Parada Gay, o Sambóstamo! Temos o país que merecemos e "eles" tem o povo que merecem! Vejam pra que serve o aparato político/militar em MCHAL.AZOK.org


País do MAL - até Cuba está melhor!

EM 11/11/2011 16:05:29

O que a gente mais vê é jornalista enfatizando: "Estamos num crescimento econômico constante desde 2002". Quem está crescendo? Só se for os meios de comunicação, os hotéis, o turismo, a indústria, a putaria, a corrupção, porque o povo, a qualidade de vida, o IDH continuam lá embaixo! Répteis!


jaqueline Carla

EM 10/11/2011 19:18:25

Infelismente matérias como essas são pouco divulgadas. Atualmente só se ouve falar do explendoroso "crescimento econômico" do país. Onde é mesmo que estão sendo aplicados os lucros desse crescimento? Fácil: no bolso dos políticos corruptos que são a maioria.


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