• A Semana > Editorial
  • |  N° Edição:  2189
  • |  21.Out.11 - 21:00
  • |  Atualizado em 23.Mai.12 - 00:08

"OS EMERGENTES DO BOLSA FAMÍLIA"

Carlos José Marques, diretor editorial

Há um fenômeno recente que reforça a ideia de um avanço consistente de uma nova classe de consumidores brasileiros. O fenômeno está vinculado ao maior programa social do governo. Nos últimos tempos não parou de crescer o volume de pessoas que abandonaram o Bolsa Família, por vontade própria ou não. Pode parecer uma incongruência, mas a saída de participantes do programa – sem que isso signifique a diminuição do número de atendidos, dada a entrada de mais aspirantes ao benefício – está diretamente ligada à melhoria do poder de compra da população. Os brasileiros que deixaram de receber o valor pago pelo Estado o fizeram por não se enquadrar mais no teto de renda familiar previsto – que é de R$ 70 a R$ 140 mensais, por pessoa. Ultrapassaram esse limite. Melhoraram de vida, tiveram acesso ao mercado de trabalho e conquistaram outras fontes de recursos. Na ponta do lápis, saíram do programa, desde a sua criação em 2003, cerca de 2,227 milhões de famílias, em razão exclusivamente da subida de status social. A classe emergente dos que antes estavam na condição de miséria absoluta também coloca por terra outro mito que cercava o Bolsa Família: o de que era um programa meramente assistencialista, que acomodava os participantes na condição de sustentados pelo Estado, sem estimular sua ida para o setor produtivo. Os que evoluíram para a nova condição de ex-assistidos conseguiram o feito graças principalmente ao reajuste do salário mínimo em patamares bem acima da inflação – uma medida com impacto positivo nessa camada de renda, mas que em contrapartida provocou também um aumento considerável dos custos nos setores público e privado. Atualmente mais de 12 milhões de pessoas estão cobertas pelo Bolsa Família, o que representa a quase totalidade dos 16 milhões de brasileiros classificados abaixo da linha de indigência (com renda mensal per capita inferior a R$ 70). É um fator digno de nota. Os frutos do programa são inegáveis hoje. A experiência já serviu de modelo para outras partes do mundo. As críticas de que não vingaria dado o seu cunho demagógico caíram por terra após um trabalho sistemático de combate aos desvios e irregularidades. E, em grande medida, por conta da iniciativa, o País viveu uma alavancagem econômica com a chegada ao mercado de milhões de novos compradores.

Últimas Entrevistas

Marcos Pereira 18.Mai.2012
Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay 11.Mai.2012

jwrgyw

EM 16/02/2012 13:42:54

BFdZqR , [url=http://qvvgcwgiealm.com/]qvvgcwgiealm[/url], [link=http://fxgpcmnnioze.com/]fxgpcmnnioze[/link], http://uqjqrgpnaiig.com/


Gina

EM 15/02/2012 08:53:02

You're on top of the game. Thanks for srhaing.


Rosana Ramires

EM 26/10/2011 21:09:08

Por que as pessoas se incomodam tanto com o bolsa família? É preciso ressaltar que uma pessoa que ganha R$ 140 por mês e decide se acomodar pra não perder o benefício de fato é alguém digno de pena. Que chances esse camarada pode ter na vida? A corrupção sim é um desfalque à nossa economia.


OLIVARES ROCHA

EM 26/10/2011 19:50:37

fábrica de ignorantes etá a pleno vapor: escolas públicas onde se entra analfabeto e se sai analfabeto diplomado. Esta proibida a reprovação. Mudam o nome mas a aprovação automática está ai. Professores estão PROIBIDOS de reprovar. por que ñ denunciam este crime lesa pátria???


OLIVARES ROCHA

EM 26/10/2011 19:48:16

O cara ganha R$ 300, R$ 400, POR MÊS E NÃO É MISERÁVEL??? se não receber vale transporte, vale alimentação, nem dá p/ sair d casa pra trabalhar pois seu salário nem cobre estas despesas mínimas inerentes ao emprego. Meu Deus e isso num país cujos juros são os mais altos do mundo...


índice de matérias edições anteriores edições especiais assine a revista

© Copyright 1996-2011 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.