• A Semana > Editorial
  • |  N° Edição:  2172
  • |  23.Jun.11 - 21:00
  • |  Atualizado em 22.Mai.12 - 09:58

"A chantagem partidária"

Carlos José Marques, diretor editorial

Nem bem o governo acomodou a crise com a saída do ministro Palocci, a conta foi apresentada pelo partido aliado, PMDB, que se julga o guardião da estabilidade política.
O vice-presidente, Michel Temer, liderou a caravana de pedintes peemedebistas e mostrou um apetite pelo poder que tem incomodado o Planalto.
A nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, encarregada de recolher as demandas, se viu encurralada por pressões de parlamentares impacientes que exigem cargos, liberações de verbas e maior participação nas decisões do Executivo. E querem tudo para já, sob pena de a presidente Dilma ficar desamparada no Congresso e ter problemas em votações futuras. A chantagem foi lançada abertamente por líderes do PMDB.
Na visão desses senhores, o partido que disputou a eleição e saiu vitorioso junto com a presidente tem direito a “cogestão”. Na ponta do lápis, exigem agora 48 cargos de segundo e terceiro escalões e liberação imediata de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões em emendas espetadas no Orçamento da União no final do ano passado. Foi dado até um ultimato: a ministra Ideli teria 20 dias, a contar da semana passada, para resolver os postos do segundo escalão a favor do PMDB. A principal reivindicação é uma vice-presidência do Banco do Brasil para o ex-governador da Paraíba José Maranhão. E o apoio da base ainda estaria condicionado à concessão do dinheiro dos projetos regionais. Nesse pormenor, a contraproposta oficial é de R$ 1 bilhão no curto prazo. O total dos empenhos partidários estava até aqui bloqueado devido ao corte de R$ 50 bilhões promovido nas verbas orçamentárias. A turma do Temer quer que esses recursos saiam antes das eleições municipais de 2012, a tempo da prática de benfeitorias que cativem eleitores. Temeroso de deixar a gestão Dilma nas mãos dos fisiológicos peemedebistas, o ex-presidente Lula resolveu agir. Há alguns dias, participou de um encontro do PT para pedir apoio absoluto e incondicional a sua protegida.
Dilma, que foi ungida ao cargo pelo mais amplo leque de alianças jamais costurado até então, enfrenta o teste decisivo de resistir à barganha rasteira e evitar a ameaça de um governo refém dos seus aliados.

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Marcos Pereira 18.Mai.2012
Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay 11.Mai.2012

Jenita

EM 16/02/2012 05:55:18

The honesty of your postnig is there for all to see


Rocha

EM 26/06/2011 09:07:49

Eles estão no seu direito, é pura hipocrisia achar que qualquer partido vai apoiar um governo e não pedir cargos em troca.... cresça Brasil, pare de choramingar e haja como um país


joaquim

EM 25/06/2011 10:27:21

Essa Ideli! Sei não, mas não pode confiar! será outra que sairá milionária?


bob maia

EM 25/06/2011 09:50:01

Tenho mais medo de alguns políticos principalmente de BRASÍLIA que dos assaltantes de saidinha de banco. Motivo, dos de BRASÍLIAS eles não tem medo da polícia já os outros tem.!!!!!


Luiz Carlos B. Santos

EM 24/06/2011 21:03:36

É engraçado que temos medo de ser assaltados nas ruas quando na verdade somos assaltados todos os dias em casa por esses senhores que se auto intitulam donos do País. É uma pena ver que o PT fé farinha do mesmo saco.


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