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de vida |
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De
olho no futuro
Pesquisa mostra que o brasileiro
já reclama seus direitos
e pensa no meio ambiente |
Greice
Rodrigues
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Ativista:
Sylvia separa o lixo de casa e leva aos pontos de coleta |
Atire a primeira pedra aquele que nunca
praticou o pecado do desperdício. Quem já não
esqueceu a torneira aberta na hora de escovar os dentes ou de lavar
a louça? Ou não se lembrou de separar plásticos
e vidros de restos de alimentos no lixo? Atitudes como essas ainda
passam despercebidas para muita gente, mas o País já
pode comemorar uma mudança. Pelo menos 6% dos brasileiros
baniram o ato de esbanjar do cotidiano. Outros 37% estão
no caminho certo. É o que mostra a pesquisa Descobrindo
o consumidor consciente: uma nova visão da realidade brasileira,
do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, de São Paulo.
Para avaliar o comportamento dos consumidores, foram ouvidos mil
moradores de 11 capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto
Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, Belém,
Brasília e Goiânia) e áreas metropolitanas.
Foram avaliadas 13 ações comuns, como apagar as luzes
ao deixar um recinto, separar lixo para reciclagem, pedir nota fiscal,
ler rótulo dos produtos antes de comprá-los e procurar
órgãos de defesa do consumidor para reclamar direitos.
O estudo mostrou que 6% da população é consciente,
ou seja, adota 11 ou mais dos itens listados. Os que praticam de
oito a dez das atitudes selecionadas são os comprometidos.
Eles representam 37% da população. “É
um número bastante expressivo. E o surpreendente é
que aparece em todas as classes sociais”, avalia Helio Mattar,
diretor-presidente do instituto.
A pesquisa também apontou que a responsabilidade social
das empresas pesa na decisão de compra. Os consumidores conscientes
acreditam
que apoiar campanhas contra o trabalho infantil, colaborar com entidades
sociais, adotar práticas de combate à poluição
ou contratar deficientes são iniciativas que agregam valor
aos produtos. “Para o consumidor,
além de gerar lucros e pagar impostos, as empresas têm
de contribuir para melhorar o País. Isso faz com que elas
mudem”, completa Mattar.
A tradutora paulista Sylvia Márcia Belinky é um exemplo
de consumidora consciente. Atenta aos seus direitos, ela ligou para
uma empresa
para tirar satisfações, ao ver o produto que apreciava
retirado do mercado. Também anda pela cidade em busca de
pontos de coleta para materiais recicláveis. E os cuidados
contra o desperdício fazem parte da rotina. “São
gestos que trazem economia e paz de espírito. Penso no futuro”,
diz Sylvia.
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