MEDICINA
A cura da hepatite C para os pacientes
com Aids A Aids ainda não tem
cura. Mas, quanto mais a medicina consegue tratar
as doenças dela decorrentes, mais vidas são salvas.
Um estudo feito com 886 pacientes de 19 países
(entre eles o Brasil) demonstrou que 40 % das
pessoas que contraem hepatite C em consequência
da infecção pelo vírus da Aids podem ser curadas
dessa hepatite. O tratamento é a combinação de
dois medicamentos: o Interferon Peguilado Alta
2 com ribavirina. Isoladamente esses remédios
já são usados para a cura da hepatite C. A novidade
é sua combinação em pacientes portadores de HIV,
e o Brasil é um dos países pioneiros nessa pesquisa.
“Esse estudo aumenta as chances de salvarmos a
vida de pessoas com Aids que contraiam hepatite”,
disse a ISTOÉ Maria Cássia Mendes Corrêa, coordenadora
da área de hepatites da Casa da AIDS do Hospital
das Clínicas de São Paulo. A hepatite C atinge
em média 30% dos pacientes infectados pelo HIV
e é uma das principais causas da morte dos portadores
de Aids.
|
|
 |
Sensação
A modelo australiana Miranda Kerr apresentou a mais recente
criação do estilista SABA na prestigiada Semana de Moda de
Melbourne. O vestido clássico com decote sexy foi a grande
sensação do desfile
GENÉTICA
Mais uma esperança
para os calvos
A possibilidade de solução para a calvície pode estar na
manipulação genética e na utilização das chamadas células-tronco,
que podem ser transformadas em outros tipos de tecido. Isso
é o que afirma uma equipe de cientistas da Universidade da
Pensilvânia. Eles identificaram em ratos as células-tronco
que podem ser transformadas em folículos capilares e, assim,
produziriam pêlos quando transplantados para a pele. Agora,
o desafio é identificar esse mesmo tipo de célula em seres
humanos.
Batmóvel
na pole position
A rede de cinemas britânica UCI promoveu uma votação para
escolher os carros mais famosos que já fizeram sucesso nas
telas.
O vencedor foi o Batmóvel, mas colado nele está o Aston Martin,
eternizado por James Bond. Em terceiro lugar ficou o fusca
Herbie
da série Se meu Fusca falasse.
BASTIDORES
Conversa produtiva
Vida inteligente, bom senso e boa vontade de duas autoridades
desataram um nó numa das mais intrincadas questões
do País: a carcerária. Por resolução
do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária,
nenhuma unidade prisional pode ser construída com mais
de 500 vagas. O governo de São Paulo está construindo
seis unidades com 768 vagas cada uma. E as está construindo
porque precisa delas. Impasse criado, impasse
resolvido numa reunião do secretário da Administração
Penitenciária, Nagashi Furukawa, com o presidente do
Conselho, o jurista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira.
As necessidades de São Paulo foram submetidas ao Conselho,
que aprovou por unanimidade a construção das
unidades com mais de 500 vagas.
• Situação dramática:
a mais recente estatística de homicídios no
Estado de São Paulo mostra que nos últimos oito
anos ocorreram 93.606 mortes. Cerca de 11.700 por ano. 975
por mês. Aproximadamente 33 homicídios por dia.
Em média, cada homicídio envolve dois autores.
Assim, cerca de 190 mil pessoas podem ter ingressado no sistema
penitenciário nesse período. Resumo da ópera:
a segurança pública, quando não cuidada,
estoura sempre o número de vagas nas penitenciárias.
Sem
fogo, é fogo!
Um
ladrão entrou numa caçamba que recebia doações de roupa na
cidade alemã de Bochum. Enroscou-se todo e ficou preso na
caçamba. O tempo foi passando e ele não resistiu à vontade
de fumar. Mas estava sem fósforos ou isqueiro e então ergueu
os braços e começou a pedir fogo na esperança de que alguém
que passasse o socorresse. Quem passou foi um policial, que
desconfiou da situação e atendeu mesmo ao seu apelo: o ladrão
das doações foi fumar na prisão.
|