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Por Cláudia Pinho e Mariana Barros

Salvem
as borboletas
Não são
apenas os grandes bichos que se encontram em perigo de extinção. Os
insetos, que representam metade das espécies de animais existentes,
também estão ameaçados e uma das principais vítimas é a borboleta.
Estudo realizado na Inglaterra constatou
que 70% das espécies de borboleta sofreram algum tipo de declínio
nos últimos 20 anos. Os cientistas dividiram
a área do país em quadrados de dez quilômetros e observaram que
um terço das borboletas desapareceu de pelo menos um desses
espaços. Houve também uma redução de 28% nas espécies de plantas
e de 54% nas de pássaros.

Problema
federal
O governo federal anunciou na semana passada um megaplano de combate
ao desmatamento da Amazônia. O projeto, orçado em
R$ 394 milhões, envolverá 12 órgãos federais. O Ministério da Defesa
cederá helicópteros para sobrevoar a floresta e o Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (Inpe) fornecerá imagens de satélite em tempo
real para localizar os focos de destruição. O governo estima que
o desmatamento já atingiu 15,7% da floresta, o equivalente a 631
mil quilômetros quadrados, uma área maior que a França. Segundo
a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é a primeira vez que
a questão é trazida para dentro do governo.

Jaca
cicatrizante
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto descobriram na jaca um ótimo
remédio para tratar queimaduras. Trata-se de uma proteína chamada
lectina KM+, encontrada no caroço da fruta, capaz de estimular a
proliferação celular e a produção de colágeno, ambos fundamentais
para a cicatrização da pele. Uma pomada para uso clínico deve estar
disponível no mercado em cinco anos.

Cebola
sem lágrimas
Comer
cebola crua é tarefa ingrata. Além das lágrimas nos olhos na hora
de cortá-la, ela
ainda provoca mau hálito. Em compensação, é um ótimo auxiliar no combate
à doenças cardiovasculares. Pensando no benefício à saúde, pesquisadores
da Embrapa desenvolveram uma cebola doce, que pode ser comida crua,
como uma fruta. Ela não faz os olhos arderem quando descascada nem
provoca o famoso “bafo de cebola”. O primeiro plantio experimental
deve ser realizado até o final do ano.

Sucessão
de erros
O relatório final sobre o acidente com o Veículo Lançador de Satélite
(VLS) na base de Alcântara, em 22 de agosto de 2003, foi divulgado
em Brasília, confirmando versões e relatórios extra-oficiais. A
tragédia que matou 21 técnicos foi resultado de uma sucessão de
erros, entre eles a falta de manutenção, de infra-estrutura e de
gerenciamento de operação. Durante a instalação dos dispositivos
responsáveis pelo acionamento dos motores do foguete, por exemplo,
outras equipes também trabalhavam no local, procedimento proibido
pelas normas de segurança. O ministro da Defesa, José Viegas Filho,
anunciou um investimento de US$ 100 milhões para o primeiro ano
da implantação das mudanças no programas espacial brasileiro. O
objetivo é realizar um novo lançamento de satélite daqui a dois
anos.
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