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 EM
CARTAZ
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24/03/2004
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Gaspar
filho: timbre de voz e trejeitos de Gonzaguinha |
Começaria
tudo outra vez (Rio de Janeiro, Centro Cultural dos Correios,
até domingo 28; Teatro das Artes, a partir do dia 1º de abril) – Quem
acredita na incorporação de espíritos em corpos alheios terá sua crença
reforçada com a visão deste belo espetáculo. O ator Gaspar Filho é
Luiz Gonzaga Filho, o Gonzaguinha, no timbre de voz, na interpretação
e nos trejeitos, feitos que lhe renderam a indicação ao Prêmio Shell
na primeira montagem, em 1996. Os fãs do cantor e compositor, filho
de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, vão se arrepiar. A história do menino
criado na favela por padrinhos emociona e contamina em meio a 37 canções
que marcaram época, pinçadas de suas mais de 400 composições. O versátil
ator interpreta sete personagens, impondo ritmo ao texto e à direção
do jornalista Dácio Malta. O quarteto musical de Marco Pereira realça
o brilho do espetáculo. (Celina Côrtes)
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Livros |
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Tilápia Galiléia – uma peregrinação poética, de Mauro
Salles (Objetiva, 70 págs., R$ 19,90) – Peixe pequeno de
água doce, muito popular no Brasil, a tilápia já era conhecida no
Egito e na Palestina há mais de dois milênios. Para o advogado,
publicitário e poeta pernambucano não há a menor dúvida de que os
peixes multiplicados por Jesus, junto com os pães, eram dessa espécie.
Partindo dessa constatação poética, Salles reconta a peregrinação
de sua família a Israel, ocorrida em 2000, valendo-se de versos
livres e iluminados por sua erudição. O autor vaga “nos recantos
mais sofisticados do mar Mediterrâneo denso de mistérios e esperanças”,
revelando histórias e conferindo roteiros. Além de A peregrinação,
o livreto traz Retratos e Outros poemas, pequenas
coletâneas de textos recentes escritos no estilo claro e amoroso
com que um avô fala aos netos. (Luiz Chagas)
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| Hayden
e Joan: faroeste de diálogos poéticos |
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Johnny
Guitar (Versátil Home Vídeo) – Tido hoje como um dos maiores
faroestes já feitos, este clássico de 1954, de Nicholas Ray, causou
estranheza na época do lançamento
ao escolher como protagonista uma
dona de saloon, Vienna (Joan Crawford), que se arma para se defender
do xerife local e da fazendeira rival (Mercedes McCambridge). Para
tanto, conta com a ajuda de um ex-amante, o pistoleiro Johnny Guitar
(Sterling Hayden), que, de volta à cidade cinco anos depois, trocou
o revólver pelo violão. Nome maldito em Hollywood, Ray abusa da simbologia
das cores – artifício usado mais tarde em Juventude transviada
(1955), com James Dean –, inovando o western ao abrir caminho
para uma trama mais psicológica,
na qual os diálogos altamente poéticos ricocheteiam mais que tiros
e rojões. (Ivan Cláudio)
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