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Política
Sem entrar no mérito das denúncias que, de repente,
se fazem
contra o núcleo da base do atual governo, nota-se, sem qualquer
sombra de dúvida, um movimento reacionário de direita,
com apoio maciço da grande mídia detentora de privilégios
indefensáveis, para desarticular o governo, impedindo que
o País possa seguir o seu caminho em busca do desenvolvimento
econômico e social. Este tipo de movimento é, sem dúvida,
comandado por uma elite que não aceita dividir o controle
e as riquezas do País com todas as parcelas da sociedade,
tentando manter, a qualquer custo, os seus privilégios absurdos.
“Núcleo mole” (ISTOÉ 1797).
Wilson Braga
Salvador – BA
Lamentável como, passados nove anos, o governo do PT comete
os mesmos erros apontados por Lula no primeiro ano do governo de
FHC.
Glauco Chagas
Curitiba – PR
Realmente está na hora de o governo Lula virar o jogo. Recebido
com muito entusiasmo pela sua torcida – o PT – e agindo
como um time de futebol, com toques agressivos, a administração
federal dava mostras que venceria todos os obstáculos. A
valorização do real perante o dólar, a redução
da taxa Selic e o controle da inflação enchiam de
esperança os corações brasileiros. De repente,
o técnico adversário muda sua tática e o governo
corre para a defensiva, travando a retomada do crescimento e frustrando
a todos. O time de Lula tem de se reorganizar e ser mais ofensivo
se quiser obter conquistas.
Gilvan David
Goiânia – GO
Novo
partido
Estamos no momento em que o PT deveria fazer um reavaliação
dos seus ideais para evitar que petistas usem tudo o que o partido
sempre defendeu para justificar suas posições, como
a senadora Heloísa Helena. Mudar de opinião é
natural e até saudável em alguns casos, mas o PT deveria
mostrar claramente que abandonou muitos dos seus dogmas, e quem
não concordasse com a posição da maioria deveria
ou aceitar ou sair. O recomendável é que o PT fizesse
uma convenção nacional e discutisse um novo programa
partidário. Dessa forma, as divergências seriam decididas
democraticamente, por meio de debates e não de processos
sumários de expulsão. “Partido da dissidência”
(ISTOÉ 1797).
João Paulo Borges
Brasília – DF
Já era de esperar esta reação dos ex-petistas
em relação ao PT.
Eles se sentiram ofendidos ao serem expulsos do partido e agora
estão mais do que certos em fundar um novo partido no qual
possam defender os seus ideais. Creio que foi precipitada a ação
dos líderes petistas em expulsá-los. Ao fazer isso,
o partido se tornou excludente e também radical. Todos nós
sabemos que é necessário termos visões opostas
para não nos tornarmos verticais ou abusivos em nossas decisões
e argumentos.
Jarbas Rodrigues Matos
Uberaba – MG
A decisão de ex-militantes do PT de formar um novo partido
para fazer oposição ao governo Lula não deve
causar admiração a ninguém. É do conhecimento
de todos que a força e a fraqueza do PT foi, ao longo desses
anos, sua heterogeneidade ideológica. Sabe-se, também,
que a proposta de governo de Lula e suas alianças extrapartido,
vencedoras
no último pleito, nunca foram unanimidade nas hostes do PT.
Portanto,
os descontentes criarem outra sigla partidária não
deve causar espanto
e muito menos ser encarado como sacrilégio político
para o PT ou demérito para Lula.
Marcos José Diniz Silva
Quixadá – CE
Estratégia
Embora tenha gostado da reportagem “A nova missão
dos militares” (ISTOÉ 1797), e até concorde
com a Missão de Acompanhamento
da Força de Paz no Haiti, a serviço da ONU, vista
como evento de
grande prestígio, não vejo motivo para euforia do
ministro da Defesa, visto que o Brasil vive tamanha escassez de
recursos e com poucas condições de modernização
tecnológica. Acredito que antes de tudo é preciso
e necessário cuidar da segurança interna, mover novas
ações que possam assegurar a paz em nosso território
para, depois, mostrar lá fora o nosso valor.
Ilton Martins Soares
Belo Horizonte – MG
Falando
grego
Nem o Aurélio nem Deus conseguem entender o sr.
Henrique Meirelles e todos os outros gênios econômicos
que circulam pela administração pública brasileira.
Usando a linguagem virtual do economês, eles falam sobre a
economia de uma forma totalmente incompreensível para os
demais seres humanos. Ficamos abismados e depois revoltados, por
não poder entender nada. Eles falam coisas desconexas, onde
um dia a inflação está pronta para chegar,
e no outro ela não existe mais. Os juros vivem equilibrados
na aresta vertiginosa das frases sombrias da economia virtual. Essas
explicações, codificadas em economês inacessível
à maioria dos mortais, geradas nas alcovas dos palácios
ou nos auditórios da elite bancária nacional e internacional,
parecem
mais projetos da realeza em festa do que programa de governo de
um partido que tem no nome a palavra “trabalhadores”.
“Nem o Aurélio entende” (ISTOÉ 1797).
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo – RJ
Obesidade
Gostaria de parabenizar ISTOÉ pela matéria que retrata
dois fatores comuns que podem levar à morte: o tabagismo
e a obesidade. É um alerta! Tanto nos Estados Unidos, onde
foi realizada a pesquisa, quanto aqui no Brasil os índices
vêm crescendo assustadoramente. Mas, a boa notícia
é o sucesso da nova substância anunciada recentemente:
o rimonabant, que possui ação dupla contra o tabagismo
e a obesidade. Excelente pesquisa! Porém, enquanto este medicamento
não está disponível no mercado, cuidar da alimentação,
praticar exercícios e fazer exames periódicos é
a melhor receita. “Agente duplo” (ISTOÉ 1797).
Michel Franco Pereira
Joinville – SC
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