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 VIVA
BEM
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26/03/2003
 
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Por Cilene Pereira e Lena Castellón
Não
exagere nas proteínas
Um estudo americano revelou que dietas baseadas no alto consumo
de proteínas podem prejudicar ainda mais os rins de pessoas que
já manifestavam problemas nesses órgãos. Pesquisadores da Faculdade
de Saúde Pública de Harvard acompanharam 1,6 mil mulheres durante
11 anos e constataram que aquelas que apresentavam leves disfunções
e adotavam um cardápio rico em proteínas tinham sinais de deterioração
renal quando o estudo foi concluído. Os rins foram muito sobrecarregados
na tarefa de ajudar o organismo a metabolizar as proteínas.
Tratamento
intensivo
A Sisley, sofisticada marca de cosméticos francesa, acaba de colocar
no mercado brasileiro uma nova linha que promete renovar a pele
de maneira profunda. Batizada de Sisleya Elixir, ela é composta
por quatro frascos nos quais estão contidos ingredientes como folha
de salgueiro branco, que ajudaria a combater os efeitos do stress
na pele, e óleos essenciais de manjerona e lavanda, que contribuiriam
para acalmar e revitalizar a cútis.
Reposição
ineficaz
Mais uma polêmica sobre a terapia de reposição hormonal. Estudo
do Centro de Saúde da Mulher da Faculdade de Medicina Baylor, em
Houston (EUA), mostrou que a reposição dos hormônios estrógeno e
progesterona não dá mais energia nem melhora a memória e a função
sexual de mulheres que estão na menopausa. Segundo os pesquisadores,
as pacientes que seguem a terapia apenas para melhorar as condições
gerais de saúde – e não para atenuar os sintomas da menopausa, como
as ondas de calor – deveriam suspender o tratamento.
Domingueiros
da bola
A Universidade Federal de São Paulo adverte: praticar futebol
apenas uma vez por semana pode ser perigoso. Pesquisa feita com
32 homens com idade média de 41 anos – a maioria sedentários – revelou
que 75% deles forçaram tanto o coração que entraram para o time
dos ameaçados de desenvolver alguma doença cardíaca. Apenas 12,5%
ficaram livres
de riscos. Para que o esporte se torne um exercício saudável é importante
cuidar da alimentação e adotar outras atividades
físicas duas vezes por semana.

Epilepsia
Minha prima tem epilepsia e ainda não encontrou
uma droga que evite as convulsões. Nos EUA, não sugerem
cirurgia. No Brasil, os médicos acham que a operação
para colocação de um chip é uma saída.
Com 52 anos, ela pode pensar nisso? As crises terminam com a menopausa?
Maria Brandão, por e-mail
Epilepsia é um distúrbio caracterizado por alterações
súbitas e breves nos ritmos cerebrais, ocasionando crises.
Cerca de 70% das pessoas têm as convulsões controladas
devido às drogas antiepilépticas. Se a medicação
não tiver efeito, há outras opções:
a cirúrgica (para pessoas de qualquer idade), a dieta cetogênica
(rica em gorduras e utilizada principalmente para o tratamento em
crianças) e o estimulador vagal (implante de chip). Este
consiste de um gerador implantado abaixo da clavícula, como
um marcapasso, conectado a um nervo específico. Ele é
programável e descarrega pequenos impulsos elétricos.
Quando uma pessoa tem crises, a atividade elétrica cerebral
normal é interrompida, sendo substituída por descargas
anormais de áreas do cérebro que disparam juntas,
ou seja, de forma sincronizada. O estimulador vagal produz a “dessincronização”
das ondas e, por esse mecanismo, pode impedir as crises. Diante
de sinais de que uma está para ocorrer, ativa-se o estimulador
na tentativa de interrompê-la. A estimulação
vagal beneficia 20% das pessoas com epilepsia. Na menopausa, as
flutuações dos níveis hormonais podem piorar
a frequência de crises. Mas em algumas mulheres há
realmente uma melhora nessa fase.
Elza Yacubian, médica da unidade de pesquisa e
tratamento das epilepsias da Universidade Federal de São
Paulo
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para coluna Viva Bem – Revista IstoÉ. Rua William Speers,
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