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 EM
CARTAZ
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26/03/2003
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Cadeira
da dinastia Qing: linhas sóbrias
e encaixes perfeitos |
JiaJu!
O móvel da antiga China (Escritório de Arte
Augusta 664, São Paulo) – Toda a sofisticação
da milenar cultura chinesa – motivo de verdadeira peregrinação
à Oca, no Parque do Ibirapuera, onde estão sendo exibidos
os famosos guerreiros de Xi’an – pode também
ser apreciada nesta mostra centrada no mobiliário das residências
dos súditos mais abastados da época imperial. Ao todo
são mais de 50 peças, reunidas em 15 viagens ao país
oriental pelo colecionador Pedro Hiller. Segundo ele, a maior parte
das peças é da dinastia Qing, que vigorou até
o início do século passado. Vieram das províncias
de Shanxi e Gansu. Com seu estilo limpo, de linhas sóbrias,
os móveis feitos de madeiras nobres exibem encaixes naturais,
sem nenhum uso de pregos. É comum também o revestimento
em laca, os entalhes de delicadeza artesanal e as pinturas decorativas
abordando cenas de teatro e de anciões taoístas simbolizando
a longevidade. Destacam-se um armário de laca preta com pinturas
de flores, vasos e borboletas, uma cômoda de três gavetas
em estilo ming – usada como altar – e sete belíssimos
móveis de laca vermelha. (Ivan Claudio)
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Speak
no evil, com Flora Purim (Virgin/Narada Jazz) – Nascida
no Rio de Janeiro e radicada nos Estados Unidos há quase
três décadas, a cantora explodiu radicalmente nos anos
60, ao lado de nomes como o multiinstrumentista Hermeto Pascoal
e os tecladistas Chick Corea e George Duke. Com o tempo e o sucesso,
Flora cuidou de lapidar a voz rara, com alcance de seis oitavas,
e de ampliar seu repertório, antes totalmente experimental.
Daí a inclusão neste trabalho de canções
mais formais e conhecidas, como It ain’t necessarily so,
dos Irmãos Gershwin, ou I’ve got you under my skin,
de Cole Porter, e de música brasileira mais chacoalhada na
linha de Tamanco no samba, de Orlan Divo e Helton Menezes,
e Primeira estrela, de Airto Moreira e Yutaka Yokokura, músicas
que receberam o habitual tratamento refinado que permeia o trabalho
de Flora Purim (Luiz Chaves)
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Gloria
e Holden: a atriz decadente
e seu amante |
Crepúsculo
dos deuses (Paramount) – Assim que as luzes se acenderam,
após uma exibição privada de Sunset boulevard,
título original deste filme, Louis B. Mayer, o ex-chefão
da Metro, virou-se para o diretor polonês Billy Wilder e gritou:
“Canalha!” Para o executivo, era demais assistir à
história de uma atriz decadente que assassina seu amante mais
jovem, respectivamente vividos por Gloria Swanson e William Holden.
Corria o ano de 1950 e o puritanismo reinante quase fala mais alto
até para Wilder, que à época navegava nas ondas
do prestígio em Hollywood. Mesmo assim, o ocorrido não
tirou o brilho da obra-prima, que está sendo lançada
em cópia digitalizada. No cardápio de extras há
histórias como a de Mayer, espalhadas entre o making of da
produção, e um documentário realizado pelo biógrafo
de Wilder, Ed Sikov, também responsável pela versão
comentada do filme, um fascinante retrato da vaidade e da loucura.
(Luiz Chaves)
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