| ECONOMIA
& NEGÓCIOS |
19/09/2001 |
Conta bilionária
Empresas
seguradoras vão esvaziar os cofres
As primeiras estimativas do custo total dos atentados nos Estados
Unidos ficam entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões,
segundo a companhia britânica Lloyds. O número
de vidas perdidas, a destruição das torres do World
Trade Center, os quatro aviões e a recuperação
do Pentágono podem ser o começo do que marcará
o maior desembolso da história da indústria de seguros.
Especialistas europeus calculam que os custos com uma das torres
ficarão em US$ 1 bilhão a outra torre não
tem seguro. O valor de mercado das duas é de US$ 5 bilhões.
A perda dos aviões, US$ 1 bilhão. O custo dos negócios
paralisados, mais US$ 3 bilhões. Os maiores custos, porém,
vão recair no seguro de vida a ser pago às famílias
das vítimas. A referência das empresas do setor é
o furacão Andrew, que em 1992 atingiu a costa leste dos Estados
Unidos, provocando 38 mortes. O custo foi de US$ 20 bilhões.
O World Trade Center abrigava 430 organismos e empresas, 40 mil
pessoas e 150 mil visitantes por dia.
A expectativa de analistas é de que o mercado segurador
deverá repassar as despesas com as indenizações
dos atentados ao preço dos seguros pagos pelos consumidores
em todo o mundo. O que aconteceu agora faz o atentado de 1993
contra o World Trade Center parecer um incêndio doméstico,
disse Joe Annotti, porta-voz da Associação Nacional
das Seguradoras Independentes. O tamanho do prejuízo ainda
é incalculável.O porta-voz da americana Northwestern
Mutual, especializada em seguros de vida, diz que não
há nada que se compare a isso. Os alicerces da indústria
de seguros foram estremecidos e os cofres da chamadas resseguradoras
as empresas que fazem o seguro das segudoras bombardeados.

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